Como nasce

A Psicoterapia Trajetória de Vida (PTV) surge a partir do questionamento da prática clínica dos seus autores. Anos de trabalho em psicoterapia, tentando acompanhar as novas tendências mundiais, levaram à conclusão que os paradigmas e referências temporais e espaciais dos pacientes estão actualmente a sofrer uma série de alterações, para as quais as teorias e práticas atuais não têm respostas capazes, rápidas e duradouras. Sendo convicção dos autores que as formas de atuação na área da saúde mental devem estar adaptadas aos modelos culturais e às tendências do tipo de sociedade, vigentes num determinado momento, o passo seguinte foi procurar entre as teorias e técnicas existentes aquelas que se afiguravam mais eficazes para suprir as novas necessidades.

O que é

A Psicoterapia Trajetória de Vida (PTV) é uma terapia breve, composta por oito sessões programadas. Nela é utilizado um pequeno número de técnicas simples, seleccionadas da Hipnose Clínica, visando a realização de um conjunto de conceitos e valores assentes nas investigações da Psicologia Positiva. Parte-se do princípio que o cliente, ao descobrir o melhor de si mesmo e ao compartilhá-lo com aqueles com que convive socialmente, inicia um caminho que o conduz a um estado de maior bem-estar físico e psicológico. Às sessões programadas podem vir a juntar-se mais oito sessões intercalares e não programadas, que devem servir para solucionar situações não resolvidas nos oito passos iniciais.

A terapia pode igualmente ser aplicada a grupos ou pequenas comunidades locais, passando a chamar-se de Oficina Trajetória de Vida (OTV). Nesta vertente, vamos encontrar as mesmas oito sessões programadas, seguindo um protocolo idêntico, sendo que as sessões intercalares deixam de estar previstas. Em última análise, pretende-se atingir de forma direta o grupo ou a comunidade onde cada um se integra, contribuindo para a realização do que a Psicologia Positiva designa de comunidade positiva.

Diferenças entre as duas vertentes da terapia

Tratando-se essencialmente de uma mesma terapia, as diferenças entre as duas versões na utilização decorrem do facto das condições que presidem à sua utilização. Daqui que as sessões individuais devam ser conduzidas por um psicólogo ou psiquiatra, devido a terem lugar com o cliente em estado alterado de consciência, o que está contra-indicado em caso da existência de uma psicopatologia.

Por seu lado, as sessões de grupo são conduzidas depois de um simples relaxamento, o que possibilita serem orientadas por um terapeuta treinado para o efeito.